Desentitulado

Já morei dentro de bocas, construí lares e camas em olhos e coxas. Dormi e acordei mil vezes entre virilhas suadas e pedintes. Mas nenhum lugar do corpo do mundo me parece melhor pra ficar que enrolado nos cachos que pendem do topo das suas ideias, ali me abrigaria da fome selvagem tomada por instinto humano que julga necessário amar até a última seiva de cada ser do mundo. Agarrado em seus redemoinhos eu viveria em paz a plantar minhas frases na tua cabeça só pra sorrir vendo-as nascer como espirais na ponta dos seus dedos, em letras borradas que falam de coisas, em reticências eternas que falam de nós. Inquebrantávei

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