Aquele sobre o amor, a vida e a morte

É preciso ter buracos para serem preenchidos, a vida é feita disso, é um grande cemitério de covas abertas no peito de cada um, e nós somos os cadáveres do mundo, prontos e sempre dispostos a sermos enterrados nos peitos dos outros.

É preciso que estejamos vazios.
Desocupados.
Tanto pra morrer, quanto pra enterrar.

O amor é morte.

Os dois morrem para que se enterrem um no outro,
e se decomponham até que a carne se desfaça,
pra que tudo se perca, restando no fim do que nunca foi começo,
dois corações entupidos da terra que fecha o túmulo, que germina o amor e faz brotar a eternidade.

Frederico Brison.

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