Submerso

Às vezes eu preciso esquecer que lhe tenho, por isso dentro de mim eu te escondo, te prendo longe das minhas lógicas e memórias esperançadas, só pra depois num ímpeto momento de ânsias e vontades de você eu ter a surpresa e felicidade de achá-lo, e de súbito fazer transbordar dos meus lábios sorrisos dos quais só quem se lembra do que foi esquecido ri, e ali, já no fim do começo da noite, meus dedos tão longos e tortos, marcados de juras e promessas que um dia alguém proferiu, afundam sua carne com o único desejo de se afogarem no rio de lembranças que mora no seu corpo, e uma vez mergulhado em suas estranhas entranhas de ondas altas num mar revoltoso, te navego pro Leste, te naufrago, te cubro e te afundo com as melhores partes de mim.

Frederico Brison.

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