Senhora

A vontade nasceu no meio do morrer do sol, quase que abortada por pura pressa de ser. O desejo incontrolável de possuir o corpo frágil flagelado pelas fraquezas da carne julgada a penitência eterna daquilo que tornou-se insaciável. Tornou-se necessária pelo tempo que quisesse, inquietava o seu hospedeiro e estampava no olhar a sua dominação. Escravizava quem buscava liberdade a qualquer custo, tomava de volta em seus braços sedentos de dominação aquele que estava foragido, acorrentava em cárcere abstrato a sua perpetuidade. Retornava a sua soberania, tornava súdito aquele que cria ser realeza. Condenava ao fim o começo.

Frederico Brison.

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